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Ciclo de vida das Jubartes


Após nadar por milhares de quilômetros as Jubartes chegam ao Brasil, a maior concentração se da em abrolhos no sul da Bahia. Elas buscam as águas tropicais do litoral brasileiro para que possam acasalar, dar à luz e amamentar seus filhotes durante o inverno do hemisfério sul. A temporada se inicia nos meses de junho e julho e se prolonga até novembro. O período de gestação de uma baleia jubarte é de 11 a 12 meses, vamos acompanhar uma mãe que acaba de chegar a Abrolhos, após 11 meses de gestação.

Ela entra em trabalho de parto, é observado que ao contrário de outros mamíferos a cauda aparece primeiro, isso acontece porque até o nascimento todo o suprimento de oxigênio do filhote é suprido pelo cordão umbilical, contudo no momento do nascimento o cordão se rompe e o filhote precisa chegar até a superfície para encher seus pulmões com ar pela primeira vez, ele é ajudado pela mamãe Jubarte que o apoia em suas costa para que ele possa emergir.

Sempre nasce um único filhote, medindo cerca de 4 metros e pesando em torno de 800 a 1.000 kg, sua pele é cinza claro e sua nadadeira dorsal ainda é mole e dobrada para facilitar o parto. Um adulto vive cerca de 50 anos e a fêmea pode chegar medir até 16 metros pesando cerca de 30 toneladas.

Após o nascimento e estabelecida a respiração é hora da alimentação da jovem baleia, assim como todos os mamíferos, as Jubartes amamentam seus filhotes, o leite é composto por um alto teor de gordura, necessário para que o filhote cresça e se desenvolva com saúde. Os próximos meses são críticos para a vida do filhote, é nesse período que ele está mais exposto a uma série de ameaças e perigos. As mamães Jubartes trabalham duro para protegerem seus bebes de ataques de predadores. Um filhote que se perca de sua mãe poderá sofrer de inanição com consequências fatais, os seres humanos também representam uma ameaça a esses gigantes gentis, os bebês podem se enroscar em redes de pesca com graves consequências. Afim de proteger seus filhotes as mamães Jubarte mantém contato corporal durante todo o período, se algum barco se aproxima elas se colocam entre o filhote e a embarcação como forma de proteção.

Mãe e filho, ao contrário de outros indivíduos adultos, aguardam até o fim da temporada para retornar ao sul, esse período é extremamente importante para que o filhote desenvolva uma espessa camada de gordura que o ajudará a enfrentar o frio e os dois meses de viagem até as geladas águas das ilhas Sandwich do Sul e Geórgia do Sul.

Por volta de dez meses o filhote começa a desmamar e passa a se alimentar através de Krill, um pequeno crustáceo semelhante ao camarão. Durante o verão do hemisfério sul a jovem baleia e sua mãe precisam se alimentar muito bem e garantir uma boa reserva de energia para que possam suportar o jejum do inverno e a migração ao Brasil,

aqui não existe Krill. Nas águas geladas o filhote aprende com sua mãe técnicas para caçar o pequeno crustáceo, uma delas é a caça com bolhas, na qual as baleias produzem uma espécie de rede de bolhas que leva os pequenos animais próximo a superfície, podendo assim abocanhar o Krill.

Ao terminar o verão o filhote e sua mãe iniciam sua longa jornada de volta ao Brasil, nessa fase o filhote terá entre oito e nove metros de comprimento, e já é capaz de realizar as migrações por conta própria e podendo ou não permanecer junto de sua mãe, poderá agora também interagir com outros grupos de baleia, ele irá realizar mais quatro ou cinco migrações antes de chegar a idade adulta.

No mês de julho estaremos em Abrolhos para participar desse magnífico espetáculo da natureza, vem com a gente se emocionar e acompanhar de perto, um pouquinho do ciclo de vida das Jubartes!

Para maiores informações visite nossa página: https://www.tataugadive.com.br/abrolhos


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